
Esta semana fui ao cinema assistir Uma prova de Amor (My sister’s keeper – 2009), dirigido por Nick Cassavetes e com Cameron Diaz, Abigail Breslin e Alec Baldwin no elenco (veja o trailer aqui).
O filme é uma adaptação do livro homônimo, de Jodi Picoult, que conta a história de uma menina com leucemia. Como nem os pais nem o irmão são compatíveis, um médico sugere que os pais concebam um outro filho, em laboratório, com as características necessárias para se tornar doador. E assim nasce Anna.
Porém, quando Anna está com 11 anos, ela processa seus pais para que eles parem de retirar órgãos e estruturas de seu corpo para doar para a irmã, que agora precisa de um rim. Esse é o ponto de partida do filme, o divisor de águas, o revelador de verdades escondidas, o desmoronador da estrutura familiar.
Não se trata apenas de uma questão de ética (ter um filho projetado em laboratório para ser doador) ou de uma decisão difícil e inusitada (processar os próprios pais). O filme desperta reflexões sobre temas mais profundos: Com 11 anos, Anna pode ser considerada dona de seu próprio corpo? Isso é mais importante do que a saúde de sua irmã? Uma mãe tem direito de abrir mão do casamento e do trabalho para viver em função de uma filha doente? Como seu marido e seus outros filhos se sentem com isso? O filme não responde a todas essas perguntas, mas nos faz refletir sobre elas e sobre nossa vida.
Fazia tempo que um filme não me emocionava tanto.
Recomendo.
