Fui à Festa de Nossa Senhora Achiropita, no sábado à noite. Apesar de muito cheia, a festa estava boa. A mini-pizza e o churrasco que comi estavam muito bons, ao contrário da bomba de chocolate. Não experimentei o spaghetti nem a fogazza porque as filas eram intermináveis.
Porém, o que mais me chamou a atenção na noite do sábado foi a volta pra casa.
Entrei na estação Brigadeiro (que fica na av. Paulista) e fiquei um tanto surpreso com os adolescentes que ali estavam.
Já tinha visto bastante emos e emas, mas aqueles eram diferentes. Bem diferentes.
O que me chocou a princípio foi a questão do gênero: não consegui definir se alguns deles eram meninos ou meninas. Quase todos tinham o visual parecido: cabelo bem liso (muitos nitidamente alisados), preto ou colorido; a maioria usava boné ou touca e tinham muita maquiagem e unhas pintadas.


Na minha adolescência, os mais “estranhos” eram os clubbers. Hoje, os emos são como clubbers evoluídos: andrógenos e ainda mais fashion.
Os emos que estavam no metrô também eram espalhafatosos. Falavam e riam alto, como se todos os usuários do metrô quisessem ouvir a conversa, que por sinal não era lá muito interessante.
Muita calma. Não estou fazendo uma crítica ao comportamento dos emos, muito pelo contrário. Como todo adolescente, eles têm necessidade de se expressar e de se reconhecer como parte de um grupo. Isso é muito bom e faz parte do desenvolvimento. Estou apenas manifestando minha surpresa com o estilo dessa nova geração, que é bem peculiar.
Pensando bem, acho que estou ficando velho. Esse negócio de achar que os adolescentes são muito estranhos está me cheirando à velhice. Os adolescentes sempre causam essa impressão nos mais velhos, não?












