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Emos

Fui à Festa de Nossa Senhora Achiropita, no sábado à noite. Apesar de muito cheia, a festa estava boa. A mini-pizza e o churrasco que comi estavam muito bons, ao contrário da bomba de chocolate. Não experimentei o spaghetti nem a fogazza porque as filas eram intermináveis.

Porém, o que mais me chamou a atenção na noite do sábado foi a volta pra casa.

Entrei na estação Brigadeiro (que fica na av. Paulista) e fiquei um tanto surpreso com os adolescentes que ali estavam.

Já tinha visto bastante emos e emas, mas aqueles eram diferentes. Bem diferentes.

O que me chocou a princípio foi a questão do gênero: não consegui definir se alguns deles eram meninos ou meninas. Quase todos tinham o visual parecido: cabelo bem liso (muitos nitidamente alisados), preto ou colorido; a maioria usava boné ou touca e tinham muita maquiagem e unhas pintadas.

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Na minha adolescência, os mais “estranhos” eram os clubbers. Hoje, os emos são como clubbers evoluídos: andrógenos e ainda mais fashion.

Os emos que estavam no metrô também eram espalhafatosos. Falavam e riam alto, como se todos os usuários do metrô quisessem ouvir a conversa, que por sinal não era lá muito interessante.

Muita calma. Não estou fazendo uma crítica ao comportamento dos emos, muito pelo contrário. Como todo adolescente, eles têm necessidade de se expressar e de se reconhecer como parte de um grupo. Isso é muito bom e faz parte do desenvolvimento. Estou apenas manifestando minha surpresa com o estilo dessa nova geração, que é bem peculiar.

Pensando bem, acho que estou ficando velho. Esse negócio de achar que os adolescentes são muito estranhos está me cheirando à velhice. Os adolescentes sempre causam essa impressão nos mais velhos, não?

Escola

Ontem, depois do serviço, fui a uma escola pública para saber se poderia fazer estágio lá. Escolhi essa escola porque fica perto de casa e porque tem ensino médio à noite.

Eu já tinha ligado antes e me informaram que eu deveria falar com a diretora da escola, na parte da noite. Cheguei lá às 18h30 e a diretora não estava, mas a funcionária disse que ela já estava chegando, que eu podia aguardar.

Eu aguardei. E enquanto aguardava, algumas coisas interessantes aconteceram.

Bem próximo a mim, num corredor estreito que dava acesso à secretaria e à sala da direção da escola, um professor de Educação Física chamou dois alunos para conversar mais reservadamente. Os alunos aparentavam ter cerca de 13 anos de idade e um deles estava chorando. A mãe e o irmão do aluno-chorando acompanhavam a conversa, assim como o pai do aluno-não-chorando também.

O aluno-chorando reclamava que não era obrigado a gostar de futebol, que não queria jogar e que o aluno-não-chorando tinha xingado ele de “bicha”.

O aluno-não-chorando reclamava que o aluno-chorando tinha tentado agredi-lo.

O professor, exageradamente paciente, explicava que os alunos não deviam agir daquela maneira, que o aluno-chorando tinha que participar de todos os esportes, que o aluno-não-chorando não podia xingar o aluno-chorando e que esse último não podia agredir o outro e blá, blá, blá…

O pai do aluno-não-chorando, impaciente, cortou a conversa dizendo que tinha compromisso e levou o filho. A conversa, então, passou a ser entre o professor, o aluno-chorando, a mãe e o irmão. A mãe pedia pro professor não obrigar o filho a jogar futebol. O professor disse que ia encontrar uma forma de resolver aquilo e que talvez reduziria a quantidade de aulas com futebol. Isso fez o irmão mais novo se irritar, porque ele gostava muito de futebol. E assim terminou a conversa.

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Minutos depois, um rapaz aparentando ter 18 anos chegou e se dirigiu ao guichê da secretaria. Como eu não tinha o que fazer, não pude deixar de ouvir parte da conversa:

- Aqui consta que você evadiu do curso e se rematriculou no ano seguinte. Depois você evadiu de novo e se rematriculou de novo.

- Aham.

- E depois teve outra evasão e uma terceira rematrícula!

- Isso.

- Foi nessa escola que você concluiu a oitava série?

- Não me lembro, mas acho que foi.

Me surpreendi em saber que existe gente tão desinteressada com os estudos.

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A diretora, muito simpática, chegou meia hora depois e disse que eu poderia fazer estágio naquela escola, sim, mas que no horário noturno só tem supletivo, não tem ensino médio regular.

Cheguei em casa meia hora mais tarde, mas com um pouco mais experiência do universo escolar.

Be-a-bá

educação

 

Muito se fala sobre a atual situação da educação no Brasil. Principalmente sobre o sistema público de ensino.

De fato, tem muita coisa ruim. Mas, por outro lado, dizer que a educação é deficiente porque os professores são mal qualificados é exagero. Esse pode ser um dos problemas, mas não é o principal. Não sei nem se existe um problema principal, já que são tantos.

Parece que a maior parte dos problemas atuais da educação está relacionada às (mal elaboradas) políticas públicas de ensino e aos próprios estudantes. Sim, aos alunos, mesmo. E é para esse último que quero chamar a atenção.

Não estou me referindo a alunos com déficit de atenção ou a alunos com dificuldade de aprendizagem. Me refiro a alunos como o personagem de Duda Nagle na novela Caminho das Índias, por exemplo. Alunos que desafiam, ridicularizam e até agridem seus professores.

Muito provavelmente o problema está na criação desse jovem. Logo, o problema também é dos pais dos alunos. Mas há quem pense que, se os pais do aluno agem dessa maneira, é porque a criação que tiveram os moldou assim. Então o problema vem desde os pais dos pais do aluno. Já os pais dos pais dos alunos tiveram uma educação… E por aí vai.

É difícil definir de onde surgem os problemas, o que torna ainda mais difícil saná-los.

Enquanto isso, fica a reflexão:

 “Hoje em dia as pessoas pensam em deixar um planeta melhor para nossos filhos. Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

2.8

De última hora decidi comemorar meu aniversário num barzinho. Mais pelo fato de um amigo querer comemorar junto comigo do que por vontade própria.

Felizmente, o presente saiu melhor que a encomenda.

Antes das 22h o ambiente era de barzinho/restaurante com um pé no teatro. Depois das 22h virou um barzinho/balada, com direito a DJ e pista de dança.

A noite foi bastante animada, vários amigos compareceram e eu me diverti muito.

Até bolo eu ganhei.

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No domingo, uma comemoração dupla: meu aniversário e dia dos pais (para o meu pai, porque eu nem tenho filho). Foi um almoço em família. Ganhei outro bolo e outro “Parabéns a você”.

A gente podia comemorar nosso aniversário todo mês, né?

Cadimia

musculação

Voltei a entrar em uma academia, após 5 meses parado.

A academia que eu frequentava antes, junto com minha amiga, era bem meia-boca, mas íamos quase todos os dias. Só paramos porque começamos a fazer aulas de dança. Como não estamos mais indo às aulas de dança, minha amiga me convenceu a voltar à academia. Mas não qualquer academia, claro. Tinha que ser A academia: A mais bonita, A que tem mais opções, A mais bem estruturada, A que tem mais instrutores, ou seja, A mais cara.

Como ainda preciso ver como será o meu segundo semestre na Licenciatura, só vou me matricular na academia em agosto, depois que as aulas da faculdade começarem.

Mas, porém, contudo, minha amiga já se matriculou. E eu, indicado por ela, posso fazer uma semana grátis de tudo: musculação, ginástica e lutas. Nem pensei duas vezes.

Pensa numa academia-shopping (mas que não fica no shopping), com tv a cabo e fone de ouvido em todas as esteiras, todos os (vááários) aparelhos novos e modernos, um monte de instrutor simpático e um monte de gente bonita e sorridente (nem parecia que eles estavam fazendo força e sentindo dor). Então, é lá.

Ficamos quase duas horas lá sofrendo, digo, malhando. E hoje vamos de novo. Mas hoje, segundo minha amiga, vamos fazer duas aulas seguidas de ginástica: uma de alongamento e abdmoninal e outra de body-jump-pump-spinning-combat. Algo assim.

Quero só ver quando formos (se é que vamos) fazer aulas de luta.

Tô ferrado.

Não tem pra ninguém!

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Nem Rússia, nem Sérvia e nem juiz ladrão conseguiram tirar do Brasil o oitavo título da Liga Mundial de Vôlei, disputado em Belgrado, capital da Sérvia.

As expectativas não eram muito boas, já que o Brasil perdeu nas semifinais das Olimpíadas de Pequim, em 2008 e, depois disso, passou por uma reestruturação. Da seleção campeã de títulos consecutivos nos últimos anos, apenas Giba, Rodrigão e Serginho permanecem no time.

O Brasil começou muito bem, terminando a primeira fase em primeiro colocado no grupo. As “surpresas” começaram na semifinal. A Rússia, temendo enfrentar a jovem seleção de Cuba, escolheu jogar contra o Brasil nas semifinais, julgando nossa seleção como mais fraca. Para o azar e arrependimento dos russos, nossa seleção ganhou a semifinal de 3×0.

Como nas semifinais a seleção da Sérvia ganhou de Cuba e o Brasil ganhou da Rússia, a final acabou sendo Brasil x Sévia, a mesma de 2005.

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O jogo foi pegado, muito disputado, difícil. Miljkovic virou praticamente todas as bolas.

Não bastasse a dificuldade do jogo por si só, tivemos mais um obstáculo: o juiz. Apesar de ser holandês, o árbitro roubava na cara dura. Houve um lance em que a bola caiu um palmo dentro da quadra, mas ele apitou fora. Porém, o mais gritante dos “equívocos” foi quando a bola encostou em Miljkovic antes de cair no chão, após o bloqueio. O juiz, na maior cara lavada, sinalizou que a bola não havia encostado no jogador sérvio.

 Aí o circo pegou fogo. Bernardinho, que já é irritado por natureza, se irritou dez vezes mais, ficou indignado. Os locutores, os jogadores e a própria tv sérvia que transmitia o jogo parecia não acreditar na atitude do árbitro.

Até que resolveram tomar uma atitude inédita na história do vôlei: os mesários chamaram os árbitros pra conversar e, depois de alguns minutos, o juiz holandes voltou pra cadeirinha dele e voltou atrás, dando o ponto para o Brasil.

Mas o jogo continuou difícil. Ambas as equipes ganharam 2 sets e o jogo foi para o 5º set. E Bernardinho mostrou mais uma vez porque é considerado o melhor técnico do mundo: o Brasil venceu o último set e nos tornamos oito vezes campeões da Liga Mundial de Vôlei.

O oposto Leadro Vissotto (ou Leandrão) foi o maior pontuador da partida e o líbero Serginho foi eleito o MVP (jogador mais valioso) do campeonato.

Pela oitava vez… Parabéns, Brasil!

trem

Alguma coisa

Pronto!

Esse é o meu blog novo.

Sejam bem-vindos!

Inspiração

Há algum tempo venho pensando, cá com os meus botões, sobre a criação de um novo blog.
O que mais me ocupa o pensar é o nome desse novo blog.
Quero algo que me identifique mais, que seja mais minha cara.
Não tenho tido muitas ideias, e as poucas que tenho já têm dono.
Então resolvi apelar (rs).
Estou aceitando (perdoem-me o gerundismo) sugestões.
Mas calma. Um de cada vez…

Ah! Já ia me esquecendo…
Alguém aí, usuário do blogger (e não de drogas, nem do metrô), sabe como tirar essa maledeta informação “undefined undefined” que vem embaixo do título de todo post que eu publico?

Grato!

Feriado prolongado

Feriado prolongado. Ebaaaaaaa!
Eba nada!
Eu estava me recuperando da dramática (e digna de filme) morte da minha avó materna quando o feriado chegou. Com chuva e frio.
Não satisfeito, acordei na sexta-feira ruim. Ruim não, péssimo!
Minhas amídalas resolveram inflamar-se. E se inflamaram tanto que tive febre, ânsia de vômito (seguida de muito vômito), fraqueza e tudo o que o pacote dá direito.
Observando tudo, meu estômago não se fez de rogado: boom! Minha gastrite também resolveu dar as caras.
Aí já viu, né?
Toooca dona Sônia levar o filho enfermo pro hospital (lotaaaado de gente dando o cano no serviço na emenda do feriado).
Me colocaram numa cadeira de rodas e me passaram na frente. Todo mundo me olhando. Vergonha.
Eu estava tão mal que tomei três soros, mais a medicação na veia.
Em seguida, veio a bezetacil. Nádegas, coxa, joelho, batata da perna, pés, dedos… tudo doía.
Eu estava tão mal que até comida a médica me deu. Chegou lá uma embalagem escrito “Ricota”, mas que dentro tinha um lanche de pão de forma com ricota e peito de peru, um suco de maçã industrializado e uma maçã.
Nunca vi médico dar comida pra paciente, mas…
Saí do hospital horas depois. Sem dor, mas um pouco mole ainda.
Passei o sábado todinho de molho, recarregando a bateria.
Me sobrou o domingo. Aproveitei e fui passear, era churrasco!
Mas, pra encerrar com chave de ouro, não era churrasco nada. Nem tinha comida.
Ficamos jogando piff-paff e vendo o Timão perder de 3×0…

Senhora do Destino

Ela sempre sempre fez o que quis, do jeito que quis.
Teve uma vida sofrida.
Aos 2 anos perdeu a mãe e, aos 7, o pai. Foi quando passou a ter uma vida nômade.
Separou-se do marido alcoólatra e teve de cuidar dos três filhos com a ajuda de sua amiga-comadre.
Sem estudo, sempre trabalhou como empregada doméstica.
Mesmo tendo pouco, era conhecida por ajudar os que não tinham onde morar nem o que comer.
Por isso, seus três filhos viram muita gente entrar e sair de casa.
Alguns passavam dias, outros passavam meses e alguns passaram anos morando com eles.
Mudaram-se de casa várias vezes.
Cuidou de muitos parentes doentes, principalmente os que estavam perto de morrer.
A morte sempre rondou sua vida.
Tinha um gênio forte, muito forte.
Dramática, sempre dizia que não queria depender de ninguém na vida, que nunca deixaria ninguém cuidar dela.
Ela, sim, cuidava dos outros. Reclamando, mas cuidava. Mas ser cuidada, jamais.
Cuidou dos netos. Alguns passavam as férias inteiras com ela.
Já senhora, perdeu sua amiga-comadre, depois de passar meses doente.
E mais uma vez ela viu a morte de perto.
Apenas 15 dias depois perdeu seu filho do meio, alcoólatra como o pai. Câncer no êsofago.
E mais uma vez ela gritou que não se deixaria chegar naquele ponto e que não queria ficar doente para que ninguém tivesse que cuidar dela.
Preferiu morar sozinha. Não queria dar trabalho para os filhos.
Só pensava em seus quatro cachorros.
Eles eram os únicos objetos de seu amor e carinho.
Nunca foi religiosa. Na verdade, odiava Deus.
Sempre teve uma saúde de ferro. Aos 80 anos, parecia e agia como se tivesse 60.
Mas, aos 85, teve uma infecção urinária muito forte, que abalou sua saúde seriamente.
Sua filha mais velha a acompanhou durante todo o tratamento, sempre insistindo pra mãe vir morar com ela. Mas a resposta era sempre não.
Gostava muito de chamar a atenção e de se fazer de vítima.
Mentia descaradamente para os vizinhos sobre sua família.
Chegava a dizer que sua família não a visitava, que sua filha queria lhe fazer prisioneira e que não lhe dava os remédios que necessitava.
Sem ter outra saída, sua filha a deixou em casa, sozinha, mesmo ainda não estando totalmente recuperada.
Mas a visitava rigorozamente todos os dias, acompanhando sua recuperação, mesmo ouvindo xingamentos.
Sua filha a levou ao médico, que constatou que já estava recuparada da infecção, mas que não deveria mais morar sozinha, devido à idade.
E mais uma vez sua filha implorou para que fosse morar com ela.
Dessa vez ela aceitou, mas pediu para sua filha que a deixasse mais um único dia sozinha em sua casa.
E esse dia era um domingo.
Acordou, passeou com os cachorros e fez comida para eles.
Em seguida entrou no banheiro e se enforcou com a mangueira do chuveiro.

Ela foi a senhora de seu destino.

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